quarta-feira, 7 de julho de 2010

To flirt

"O tom perfeito da sociedade inglesa inventou uma palavra que não há nem pode haver noutras línguas, enquanto a civilização não as apurar. To flirt é um verbo inocente que se conjuga ali entre os dois sexos e não significa namorar — palavra grossa e absurda, que eu detesto —, não significa "fazer a corte"; é mais do que estar amável; é menos do que galantear; não obriga a nada; não tem consequências; começa-se, acaba-se, interrompe-se, adia-se, continua-se ou descontinua-se à vontade e sem comprometimento."


in Viagens na minha terra (1846), Almeida Garrett



É uma foda em seco, portanto.

Mulheres

Chewed Up (2008), Louis C. K.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

This advice seems persuasive to me

"I have been advised by my physician that I must undergo a course of chemotherapy on my oesophagus. This advice seems persuasive to me. I regret having had to cancel so many engagements at such short notice."


Comunicado de Christopher Hitchens

domingo, 4 de julho de 2010

Nu dominical

Wim Delvoye

Butt 1 (2000), Wim Delvoye

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Frustrações

Alex Noriega

Alex Noriega

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quem pelo fogo

Plautius

in Nova Typis Transacta Navigatio (1621), Caspar Plautius











And who by fire,
who by water,
who in the sunshine,
who in the night time,
who by high ordeal,
who by common trial,
who in your merry merry month of may,
who by very slow decay,
and who shall I say is calling?

And who in her lonely slip,
who by barbiturate,
who in these realms of love,
who by something blunt,
who by avalanche,
who by powder,
who for his greed,
who for his hunger,
and who shall I say is calling?

And who by brave assent,
who by accident,
who in solitude,
who in this mirror,
who by his lady's command,
who by his own hand,
who in mortal chains,
who in power,
and who shall I say is calling?

domingo, 27 de junho de 2010

Nu dominical

Dave Cooper

Dave Cooper










sexta-feira, 25 de junho de 2010

Cristiano Ronaldo

O único que consegue fazer o João Pinto — o do Porto, o dos "prognósticos só no fim do jogo" — parecer um intelectual. E isto — aqui o toque de génio — sem sequer abrir a boca. É preciso arte para se ser tão imensamente estúpido. E para se repetir o erro uma e outra, e outra, e outra vez... Joga, portanto, como eu escrevo. Mas sem o talento desperdiçado — não o tem — nem as dores nas costas de estar nesta cadeira. Se isto acusa soberba e egocentrismo meus, caro leitor, sois igualmente uma vil besta. Vil e purulenta besta. Fétida besta. Fruto do amor do Cristiano Ronaldo por esta cadeira, é o que sois.


adenda: A imagem da vuvuzela violentamente enfiada onde deve é capaz de ter vindo daqui: O Cara de Cu (Kleines Arschloch, no original, que se traduziria em inglês por Little Asshole), do Walter Moers. É demasiado grande para ser visto aqui, assim ficam os links:


[1] [2] [3]