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terça-feira, 3 de abril de 2007

Guerra cultural

300 - Frank Miller / Zack Snyder

Entretanto, e com algum atraso na informação (só vi o filme agora), parece que 300 (de Zack Snyder, a partir da bd de Frank Miller) causou alguma irritação no Irão por conter "imprecisões históricas", e por se tratar, alegadamente, de um "comportamento hostil, que é o resultado de uma guerra cultural e psicológica". O que seria algo como surgir a comunidade de anões, ou melhor, daqueles "vertically challenged" (os americanos têm um modo sublime de serem politicamente correctos), a verbalizar a sua indignação, perante a abjecta mentira de que as mulheres anãs possuem barba, conforme se afirma em O Senhor dos Anéis. Dir-se-á que 300, ao contrário de O Senhor dos Anéis, é baseado em eventos verídicos, e, como tal, passível de ser entendido como uma manipulação grosseira desses mesmos eventos... como se de um filme de Hollywood se tratasse. E, por enorme coincidência, é exactamente disso que se trata. Mas não há que ironizar com as reacções oficial e popular, em países exóticos, a temas que consideramos irrelevantes. Afinal, não foi assim há tantos anos que vimos a RTP censurar um programa humorístico por, aos olhos dos responsáveis, desrespeitar figuras históricas lusas.

quinta-feira, 8 de março de 2007

América

Captain America vs. Hitler [clique para ampliar]

Captain America vs. Hitler (wallpaper), autor desconhecido


Mataram, uma vez mais, o Capt. América. Consta que está para breve uma nova adaptação ao cinema, pelo que não deverá levar muito tempo a, uma vez mais, ressuscitar.

Nunca gostei dos enlatados que a Marvel, DC e Cia. produzem há décadas. Parecem-me o equivalente das telenovelas, mas dirigido a um público masculino adolescente. Uma das razões porque a bd é tida como uma arte menor e considerada como algo "apenas para miúdos" é o tratamento industrial dado por editoras como essas. Seria como valorar a literatura conhecendo apenas as colecções da Bianca e outras séries de amor-a-metro.

Gosto, sim, da música [Mp3] e respectiva letra dos desenhos animados do bom Capitão (negrito meu):



When Captain America throws his mighty shield,
All those who chose to oppose his shield must yield.
If he’s led to a fight and a duel is due,
Then the red and white and the blue’ll come through
When Captain America throws his mighty shield.



Há aqui algo de estranho (mesmo assumindo que um tipo vestido de lycra, com um "A" na testa e umas asas nas têmporas, é normal): Those who chose to oppose his shield? Julgo compreender a sugestão da vítima que se ergue, contrafeita (if he's led to a fight), apenas para se defender ou a alguém impotente para o fazer — o super-herói cuja arma é um escudo. Mas, se o escudo simboliza a defesa convertida em ataque (ele usa-o como um boomerang), esperaria ele a submissão imediata dos seus agressores, ainda antes de reagir? Pensando melhor, o que poderá querer indiciar é que ele não se move por vingança... aceitaria a rendição sem ter que recorrer à violência para a alcançar, algo que, suponho, não tenha acontecido muitas vezes ao longo dos seus quase 70 anos de existência, caso contrário, não teria durado esses quase 70 anos. A submissão e o pacifismo não têm muita saída com rapazes adolescentes...



Adenda: acabo de ver na SIC Notícias a informação da morte do Capitão. Ainda dizem que é aos blogues que falta credibilidade (não a este, claro).

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Maruo

Suehiro Maruo

in Midori, Suehiro Maruo



nota: As cores são da minha responsabilidade.