sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

72 virgens

Segundo alguns especialistas, a história das 72 esposas eternamente virgens pode não ser mais do que um erro de tradução. Afirmam estes que se trata, não de virgens, mas de 72 passas ou uvas, simbolizando pomares paradisíacos (imagem que suponho ter sido bastante apelativa para quem vivia no deserto no século VII).

Agora imaginar a cena: mártir de Alá acabado de chegar, ansiosamente buscando o mulherio prometido, a quem é oferecido um pratinho de passas... "Salam Alekum, irmão. Eis!, regozijai e gozai do justo festim. Não tenhais urgência, pois tão certa como a palavra do Profeta é a abundância que vos acolhe!"



ps. Concordo com o Dennis Miller: "Ok, 72 virgens. Mas não vos parece que, ao fim da décima ou décima primeira, um tipo não começaria a suspirar por uma profissional?... uma que soubesse o que fazer?"


pps. Nada há de novo, tudo se repete. Levou cinco anos para que a transmissão percorresse o espaço cósmico entre a cabeça do Rui Tavares e a minha.
Em minha defesa, apresento um diálogo menos fatela.