sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Porque o apocalipse não tem que ser solitário"

Zombie Harmony

Zombie Harmony



A propósito, li há dias o I am legend de Richard Matheson. Ainda me vou conseguindo espantar com a facilidade com que Hollywood consegue destruir clássicos, e a última adaptação (Will Smith) merecia ser tida como case study daquilo que se pode fazer para envenenar, mutilar, comer e vomitar algo que era original e interessante, agora transformado numa pasta fétida e insuportável.
O livro é uma pequena, mas notável, história de solidão e angústia, convertidas em delírio, ódio e bestialidade, mas também esperança, desejo e até amor. O personagem é alguém que não é herói nem especial, igualmente capaz da barbárie como da abnegação, da dedução lógica e clarividente como da estupidez injustificável. Tal como somo-lo todos. Tudo isto coexiste num texto que, não sendo perfeito, é sem dúvida um dos melhores do género e recomendável mesmo para quem não tenha particular interesse em histórias de terror.
O filme é uma bosta estupidificante com vampiros saltitantes e um guião deturpado.