sábado, 26 de abril de 2008

Portal

Spoiler Alert!
Para quem nunca tenha jogado Portal, e pretenda fazê-lo, não veja o vídeo e pare de ler!





Só agora joguei e, bem, dizer que aquele final é sublime é o mínimo. É hilariante. É... preciso jogá-lo e vê-lo (este post não lhe faz justiça, falta toda a experiência prévia do jogo).

Para quem não esteja por dentro (e não pretenda jogar, repito), o jogo parte de um conceito muito simples: um aparelho portátil que cria um portal entre dois pontos (uma espécie de buraco negro), o que permite a passagem instantânea entre os mesmos. O jogador atravessa uma série de puzzles, fazendo uso da máquina e dos neurónios, num ambiente a fazer lembrar o filme Cube, ouvindo uma voz feminina sintética que, de início, nos apresenta o cenário como uma experiência duma corporação chamada Aperture Science, com um humor fantástico no texto, e prometendo que no final haverá bolo. Conforme vamos avançando, encontramos algumas passagens para os bastidores da área de prova, em que se vêem vestígios de alguém que teria saído do guião e marcado na parede os dias ali passados, bem como "the cake is a lie!". De facto, o término da experiência é uma incineradora, da qual temos que escapar e prosseguir não se sabe para onde. A partir desse momento, a tal voz artificial começa por dizer coisas como: "não acredistaste que te queríamos matar, pois não? Ah Ah! Era uma brincadeira, volta para trás, alguém irá ter contigo para te levar bolo". No fim, deparamo-nos, sem surpresa, com uma enorme sala com uma estrutura electrónica fixa no centro: uma inteligência artificial psicótica. Não vale a pena entrar em pormenores sobre como derrotá-lo, aquilo que interessa é que, uma vez concluído o jogo, inicia-se a seguinte animação, ao melhor estilo Hal 9000 (do lado direito aparecem os nomes dos autores do jogo, no esquerdo a letra da música):




This was a triumph
I’m making a note here: huge success
It’s hard to overstate my satisfaction
Aperture Science
We do what we must because we can
For the good of all of us
Except the ones who are dead
But there’s no sense crying over every mistake
You just keep on trying 'till you run out of cake
And the science gets done and you make a neat gun
For the people who are still alive

I’m not even angry
I’m being so sincere right now
Even though you broke my heart and killed me
And tore me to pieces
And threw every piece into a fire
As they burned it hurt because
I was so happy for you
Now these points of data make a beautiful line
And we’re out of beta, we’re releasing on time
So I’m glad I got burned, think of all the things we learned
For the people who are still alive

Go ahead and leave me
I think I’d prefer to stay inside
Maybe you’ll find someone else to help you
Maybe Black Mesa
That was a joke, ha ha, fat chance
Anyway this cake is great
It’s so delicious and moist
Look at me still talking when there’s science to do
When I look out there it makes me glad I’m not you
I’ve experiments to run, there is research to be done
On the people who are still alive

And believe me I am still alive
I’m doing science and I’m still alive
I feel fantastic and I’m still alive
While you’re dying I’ll be still alive
And when you’re dead I will be still alive
Still alive
Still alive


Still alive, música e letra: Jonathan Coulton; voz: Ellen McLain