sexta-feira, 16 de março de 2007

Método de despistagem da pedofilia

Flore and Frederique (1988), Jock Sturges


  1. Cubra, alternadamente, as figuras na fotografia com a mão ou um papel.
  2. Com a imagem descoberta, foque, alternadamente, ambas as figuras.

Se não verificou qualquer indício de excitação sexual ou desejo pela jovem da esquerda, se não se desiludiu cada vez que focou a mulher da direita, se não sentiu a vista fugir para a esquerda quando desejava concentrar-se na direita... então você é NORMAL (parabéns!).

Caso contrário... você é uma besta, um violador em potência, um animal. Cabe-lhe tomar a atitude responsável: a castração imediata. Não se iluda com argumentos de ordem técnica como "a fêmea socialmente passível de ser desejável encontra-se em segundo plano na foto e os nossos mecanismos de percepção visual tendem a forçar a atenção no objecto no primeiro plano!", pois, além de desmascararem o seu entendimento daquela criatura inocente como não mais do que um objecto, revelam uma atitude de negação do seu problema, atitude essa forçosamente obstrutiva da necessária conclusão do mesmo.

Ainda que se encontre no primeiro grupo, qualquer sugestão de incómodo perante o olhar inquisitório da progenitora denuncia uma predisposição latente que não tardará em manifestar-se em actos inomináveis de brutalidade e barbárie. Tal como para o segundo grupo, cabe-lhe agir sem demora.

Se, no momento em que se deparou com a palavra "barbárie", no parágrafo anterior, apenas lhe ocorreu o quão parecida é com o nome "Barbie", será demasiado tarde para a amputação, restando-lhe o suicídio como resolução satisfatória.

Obrigado por participar.